top of page

"Molduras do Invisível": Nero e Luís Medeira inauguram exposição foto-literária em São Bartolomeu de Messines

Outro
há 6 dias
2 min de leitura

Atualizado: há 7 minutos

Sandra Rodrigues, Telma Caroço, Luís Medeira, Luísa Conduto Luís (Presidente da Câmara Municipal de Silves), Nero, Carla Benedito (Presidente da Junta de Freguesia de S. B. Messines) e Maxime Sousa Bispo (Vereador da Câmara Municipal de Silves). 25 de outubro de 2026.
Sandra Rodrigues, Telma Caroço, Luís Medeira, Luísa Conduto Luís (Presidente da Câmara Municipal de Silves), Nero, Carla Benedito (Presidente da Junta de Freguesia de S. B. Messines) e Maxime Sousa Bispo (Vereador da Câmara Municipal de Silves). 25 de outubro de 2026.

Exposição foto-literária «Molduras do Invisível» inaugurou na Casa-Museu João de Deus, em São Bartolomeu de Messines, no âmbito das comemorações do 29.º aniversário daquele espaço cultural.


A Casa-Museu João de Deus, em São Bartolomeu de Messines, recebeu, no passado domingo, 25 de outubro, a inauguração de «Molduras do Invisível», uma exposição que cruza a fotografia de Luís Medeira com a poesia de Nero, explorando o património, a memória e a identidade do concelho de Silves. A sessão, que contou com casa cheia, integrou as comemorações do 29.º aniversário daquele espaço cultural.


Com apresentação de Telma Caroço, a inauguração incluiu leituras de poemas pelo próprio Nero e por convidados, bem como a exibição de um minidocumentário sobre o processo de criação da exposição. Presente na sessão, a presidente da Câmara Municipal de Silves, Luísa Conduto Luís, enalteceu a colaboração entre os dois artistas e o seu contributo para a valorização do território através da fotografia e da literatura.


Luísa Conduto Luís (Presidente da Câmara Municipal de Silves) e Nero. 25 de outubro de 2026.
Luísa Conduto Luís (Presidente da Câmara Municipal de Silves) e Nero. 25 de outubro de 2026.

A mostra reúne 12 fotografias de Luís Medeira, que inspiraram 12 textos literários inéditos de Nero. Através do diálogo entre imagem e palavra, os autores propõem um olhar renovado sobre os lugares do concelho, revelando as marcas do tempo, as memórias da paisagem e as histórias que o património preserva para além do visível.


«A fotografia interroga o mundo; a escrita escava-o», afirmou Telma Caroço durante a apresentação, sintetizando a essência do projeto. Os textos não procuram impor um significado às imagens, mas ampliar as suas possibilidades de interpretação, convidando o visitante a descobrir novas perspetivas sobre lugares familiares e a reconhecer neles a memória e a identidade coletivas.


Nuno Campos Inácio e Nero. 25 de outubro de 2026.
Nuno Campos Inácio e Nero. 25 de outubro de 2026.

Natural da freguesia de Pêra e residente em Silves, Luís Medeira encontrou na fotografia uma forma de expressão artística, dando a conhecer o seu trabalho em exposições realizadas no concelho. Nero, pseudónimo de Roberto Filipe Assis Simões, é poeta e professor de Português e de Literatura Portuguesa, tendo publicado três livros: Oceano — O Reino das Águas (2021), Telúria (2023) e Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe (2025).


O projeto poderá também alcançar novos leitores além-fronteiras. Durante a inauguração, Nero revelou que alguns dos textos inéditos despertaram o interesse de uma revista literária no México e foram recentemente traduzidos para espanhol, estando a sua publicação prevista para breve.


O músico Eduardo Ramos, a esposa e Nero. 25 de outubro de 2026.
O músico Eduardo Ramos, a esposa e Nero. 25 de outubro de 2026.

«Molduras do Invisível» afirma-se, assim, como um encontro entre duas linguagens artísticas que convidam a redescobrir o património de Silves, mostrando como a fotografia e a poesia podem revelar dimensões menos evidentes dos lugares e da sua história.


A exposição estará patente na Casa-Museu João de Deus, em São Bartolomeu de Messines, até 31 de dezembro de 2026.


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page