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Nero representa Portugal em festival literário em Marrocos

  • Foto do escritor: Roberto Simões
    Roberto Simões
  • 8 de jan.
  • 2 min de leitura
Nero (à direita) declama para Raquel Zarazaga, no 1.º Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan (Marrocos).
Nero (à direita) declama para Raquel Zarazaga, no 1.º Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan (Marrocos).

O poeta algarvio Nero foi convidado para representar Portugal e a poesia portuguesa no 1.º Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan, em Marrocos, entre 9 a 13 de dezembro de 2025. Apresentará o seu mais recente livro Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe, lançado em abril de 2025, em Silves.


Depois do lançamento de “Akbar” em Silves, cidade à qual o livro é dedicado, de apresentações em várias cidades portuguesas e da participação em eventos de renome como o Festival MED (em Loulé), a Feira Medieval de Silves ou a Feira do Livro de Lisboa e da recente distinção como “Melhor Mestre” pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o poeta, recitador e professor de Português e de Literatura Portuguesa esteve em destaque no 1.º Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan (ou Tetuão), em Marrocos.

O escritor marroquino Yassine Mech-hidan, o poeta marroquino Anas Fathouni e o declamador português e criador do projeto "Poesias do Mundo" Tápê (à esquerda). A poeta espanhola Raquel Zarazaga, o declamador venezuelano John Contreiras e o poeta português Nero (à direita).
O escritor marroquino Yassine Mech-hidan, o poeta marroquino Anas Fathouni e o declamador português e criador do projeto "Poesias do Mundo" Tápê (à esquerda). A poeta espanhola Raquel Zarazaga, o declamador venezuelano John Contreiras e o poeta português Nero (à direita).

Organizado pela Associação Saraya para a Criatividade, o festival teve em competição diversos filmes internacionais e nacionais marroquinos. O evento contou com uma natureza híbrida, uma vez que se notabilizou, também, pelo cartaz literário, em estreita colaboração com o projeto “Poesias do Mundo”, que Nero integrou lado de poetas como Raquel Zarazaga (Espanha), John E. Contreiras (Venezuela), Anas Fathouni (Marrocos) ou Abdelmottalib Maimouni (Marrocos). “Poesias do Mundo” é um projeto literário, multilingue e multicultural, criado em 2016, por Tápê. O evento contou com recitações pelas ruas e por monumentos históricos da cidade, por visitas e interações a escolas locais e pela partilha poética diária e surpreendentes recitações no espaço "Poesias do Mundo" por todos os poetas e declamadores convidados.


Nero, na declamação de um dos seus poemas em pleno Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan (2025).
Nero, na declamação de um dos seus poemas em pleno Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan (2025).

Natural do Algarve, com 38 anos, Nero tem-se vindo a afirmar como uma das vozes destacadas da poesia contemporânea portuguesa. É autor das obras Oceano — O Reino das Águas (2021), Telúria (2023) e de Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe: espécie de almanaque espiritual, viaja às origens e à expansão da fé islâmica, numa toada simbólica e mística, meditando sobre as razões de deus e dos Homens.

Nero oferece exemplar do seu livro Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe (2025) ao Instituto Cervantes de Tétouan.
Nero oferece exemplar do seu livro Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe (2025) ao Instituto Cervantes de Tétouan.

“Akbar” prova que a memória da presença árabe perdura em Portugal. O escritor, editor e investigador Nuno Campos Inácio, prefaciador da obra, é, a respeito, perentório: “Nero encarna a essência mourisca do Gharb al-Andalus como poucos. [...] Talvez não saiba, mas nesta obra enverga ‘kandoora’ de mestre e inicia a caminhada de um ‘mahdi’. Esmeralda Lopes Alves, especialista em Literatura Portuguesa e crítica da obra, acrescenta: “’Akbar’ é uma obra singular, porque em pleno século XXI, quando o mundo parece desmoronar-se, há um poeta que nos devolve uma parte de nós, adormecida, e nos obriga a revermo-nos por dentro.”


 
 
 

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