Nero tem participação confirmada no Festival MED 2025
- Outro
- 16 de jun.
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Nero tem participação confirmada no Festival MED 2025, a 28 de junho, pelas 19h30, ao lado de poetas nacionais e internacionais que integram o coletivo "Poesias do Mundo".
Venha assistir a uma atuação única, uma fusão da recitação dos poemas do novo livro Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe, pela voz e alma do poeta e com a sonoridade única do alaúde árabe.
Pseudónimo de Roberto Simões, Nero nasceu no Algarve, no sul de Portugal, a 22 de Setembro de 1987. Estudou Linguas, Literaturas e Culturas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e profissionalizou-se em ensino pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É poeta e professor de Português e de Literatura Portuguesa.
O seu espírito criativo revelou-se cedo, escrevendo histórias desde criança. Aos quinze anos, entregou-se a uma só história, na qual ousou o cruzamento da alta fantasia moderna com os moldes clássicos da poesia épica. Por dezoito anos, escreveu-a, reescreveu-a e reescreveu-se, até que se lhe rendeu, publicando-a em 2021:
Oceano - O Reino das Águas.
Em 2023, publicou Telúria, um poemário enraizado em memórias e referencias autobiográficas que, simulando o seu percurso de vida, viaja do esplendor bucólico ao sepulcro citadino, acabando por regressar ao âmago da natureza como via inevitável para o apaziguamento cósmico e para a transcendencia. Propõe a deambulação poética como ritual ascético.
Em 2025, publica Akbar - Lunário Poético duma Alma ainda Árabe. Espécie de almanaque espiritual, viaja às origens e à expansão da fé islâmica, numa toada simbólica e mística, em quarto crescente; celebra, com fervor popular, a expansão árabe pela Ibéria, em plenilúnio; recupera o tom épico, recriando episódios históricos da queda, em quarto minguante; propõe, em quiasmo, o diálogo e o silêncio como instrumentos essenciais ao perdão, ao convívio e à tolerância, de que se farão as luas novas de qualquer idade, ao mesmo tempo que lapida influências do sufismo, nos quatro interstícios que antecedem ou sucedem cada lunação, meditando sobre as razões de deus e dos Homens.

Soufiane El Jouhari toca alaúde e violino, é especializado em música andaluza em particular e em música tradicional marroquina em geral. Estudou os princípios da música andaluza sob a supervisão de professores especializados nesta área, no Instituto Nacional de Música de Rabat, em Marrocos. É membro de vários grupos musicais andaluzes como violinista.
O ciclo "Poesias do Mundo" acontece no Festival MED, em Loulé, de 26 a 28 de junho, a partir das 19h30.

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